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Cases e Novidades

COMPERJ: a promessa do maior complexo petroquímico do país

publicado em: 11/12/2009
Tempo de leitura | 2 min



Multimidia

Nada é médio ou básico quando se trata do COMPERJ (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro). De dimensões grandiosas, o projeto em andamento na cidade fluminense de Itaboraí contará com recursos da ordem de US$ 8,4 bilhões, o maior investimento individual da história da Petrobras. Ele envolve a construção de uma área de 45 milhões de metros quadrados, o equivalente a 12 Maracanãs. A previsão da Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro) é de que sejam abertos até 271 mil postos de trabalho no Brasil, a partir de 2015, quando o complexo estiver em plena atividade. Sua influência deverá transformar o perfil socioeconômico de 23 municípios da região, onde serão abertas 65 mil vagas para mão-de-obra qualificada. O pólo deve atrair 724 indústrias no setor de plásticos e gerar em torno de R$ 13 bilhões por ano para a economia brasileira. Para o país, a possibilidade de economizar cerca de US$ 2 bilhões em divisas, com a redução de importações de matéria-prima.

O COMPERJ está alinhado ao objetivo estratégico da Petrobras de reduzir a importação de nafta e proporcionar bases competitivas internacionais para o crescimento da indústria petroquímica brasileira. Pela primeira vez o petróleo pesado será usado como base para a fabricação de alguns derivados, utilizando uma tecnologia inovadora para a transformação do produto.

O complexo também vai abrigar seis Unidades Petroquímicas Associadas (UPAs), conhecidas como “indústrias de segunda geração”, que responderão pelas resinas termoplásticas de maior valor agregado que serão destinadas para a indústria de consumo.

Sua proposta é de reunir em único local, e de maneira integrada, refinaria, central petroquímica e as empresas produtoras de resinas termoplásticas, além de uma central de geração de energia elétrica e vapor e tratamento de águas e afluentes. Um projeto desse porte não sobreviveria sem grandes investimentos nas áreas de TI e Telecom. Para a Petrobras, ainda é cedo para estimar a demanda total nessa área, uma vez que as empresas ainda estão sendo contratadas. Mas adianta que a partir de 2010 terá grande necessidade de sistemas de telefonia fixa e móvel, redes de dados, computadores desktops ou portáteis, câmeras de vídeo, dispositivos de segurança e outros serviços. A previsão inicial é de cerca de R$ 120 milhões a serem aplicados nessa área.

Na primeira fase das licitações, chamada de pré-canteiros, a vencedora foi a Telefônica Empresas. O contrato prevê a instalação e manutenção de enlaces de rádio, switches, roteadores, PABX, conectividade, firewall, Wi-Fi e uma rede wireless LAN. Isso por um período de 36 meses que podem ser prorrogados. Ela passou também a ser a gestora da implantação, integração e manutenção dos serviços de telecomunicações e TI, integrando diversas tecnologias para garantir à estatal o acesso à rede pública e corporativa.

Com uma área gigantesca de abrangência e sem nenhuma infraestrutura local, a Telefônica contou, inicialmente, com a solução da Vivo para a oferta dos serviços de voz e dados. Isso garantiu, inclusive, a comunicação na área durante o lançamento da pedra fundamental, no ano passado, evento que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral.

Em seguida, a empresa iniciou a implantação da infraestrutura de Telecom e TI para a fase pré canteiros, interligando o Comperj tanto à rede Petrobras quanto à rede pública. A empresa já recebeu o sinal verde para a implantação de um Ponto de Presença (POP), o que deverá acontecer no próximo ano. A parceria estabelecida também mostrou que o esforço tem sido benéfico para todas as partes. De acordo com a própria Petrobras, que avalia periodicamente seus fornecedores, o nível de satisfação com os serviços da Telefônica, até o momento, é excelente.

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